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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Doo um casal de gatinhos



Vocês se lembram que compartilhei com vocês, o acontecimento da primeira (e última) gravidez da minha gata de estimação?




Eles eram minúsculos...




Mas agora com 2 meses de vida, estão saudáveis, brincando, pulando e correndo pela casa! São lindos, já sabem usar a caixa de areia para fazerem suas necessecidades e já comem ração sequinha!




Agora preciso encontrar um lar para eles, porque infelizmente não tenho espaço nem condições financeiras de ficar com eles.

Se alguém tiver interesse, ou conhecer pessoas que tenham, por favor me ajudem a divulgar e indiquem. Lembrando que estou na Zona Sul de São Paulo, SP.




O branquinho é macho, e a malhada de branco e preto listrado é a fêmea. Para o primeiro a ser adotado, estou dando de brinde uma caixa de areia, e para o segundo uma caminha.

Por favor, me ajudem a divulgar.

Beijinhos

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Para contar mais do que aconteceu...

Várias pessoas que leram o post publicado na blogagem coletiva de aniversário do blog da Elaine, manifestaram que gostariam de saber o porque de eu ter sido careca na minha infância.

É quase automático que na mente venha de primeira o pensamento: quimioterapia. Mas não foi isso, graças a Deus!

Para chegar lá, acho que preciso expor o contexto em que eu vivia, e o caminho percorrido até descobrir a verdadeira causa. Então, vamos lá.

Quando eu completei 5 anos de idade, meus pais já não se suportavam mais. Brigas intermináveis, lágrimas de minha mãe no escuro tentando se esconder de mim e da minha irmã mais velha, meu pai quase não aparecia mais em casa porque estava com sua amante (minha madrasta), e eu sentindo um peso gigantesco dentro de mim: amava meu pai, idolatrava-o... Mas também daria minha vida por minha mãe.


A esta altura, eu já era banguela por uma coisa a toa: com 2 anos aprendendo a andar, meu avô paterno brincando comigo em seu quarto, me fez andar até ele e eu caí de boca na cabeceira de uma cama de madeira maciça. A arcada traumatizou, perdi os dentinhos de leite, e só voltei a ter dentes quando os permanentes nasceram aos 7 anos de idade.

Bom, continuando... Quando a situação dos meus pais ficou mais complicada, comecei a perder cabelos. Perdia tufos de cabelo, e começou a correria aos consultórios. Eu ia aos médicos praticamente todos os dias, quase toda a família se revezou para me levar nas consultas, e eu sempre daquele meu jeitinho: não chorava, não berrava, não perguntava o por que, simplesmente ia e brincava no meu mundinho.

Passei por vários exames, o que mais pediam era exame de sangue, e minha avó materna sempre me lembra de certa vez em que eu disse para ela: "vó, eu vou acabar ficando sem sangue desse jeito!". E os médicos não descobriam a causa.

Me consultei com médicos em MG que disseram que eu era alérgica a gatos, e por isso eu estava careca, e lá se foi minha gata chamada Meggie que eu amava, e por muito tempo fui privada dos meus bichanos. Minha mãe me levou também em MG, a um pai de santo que me benzeu e disse que era olho gordo. Apesar de eu ser da Umbanda hoje, sei que ele estava errado.

Continuamos na luta com os médicos, e uma dermatologista disse que se tratava de "alopécia", uma doença dermatológica que causa a perda de todos os pêlos do corpo. O tratamento era um tipo de ácido que se aplicava diretamente nas regiões afetadas, e queimava demais! Mas eu não chorava, só sofria calada. O remédio fez o cabelo crescer sim, para depois cair de novo.

Então, já com 6 anos de idade, meus pais finalmente se separaram, e surgiu a idéia de que poderia ser trauma psicológico pelo que acontecia em casa. Fui eu passar por várias sessões com a psicóloga, que era muito legal comigo, e me lembro que detestei no dia em que chegou a hora de sentar meus pais na mesma sala que eu, para me ajudarem. Não ajudaram. Eles chegaram ao ponto da mágoa, em que se detesta um ao outro, e não conseguiam prestar atenção em mim, só na presença deles próprios. Enfim, não resolveu.


Minha mãe se mudou para a casa do meu padrasto e nos levou com ela (minha irmã mais velha e eu). Neste dia, eu chorei. Chorei porque ficaria longe do meu pai, porque ficaria longe dos meus avós, porque eu nem conhecia direito aquele homem. Mas eu passaria a conhecer.

Meu padrasto incluiu em seu convênio particular eu e minha irmã, e foi nesta época que alguém sugeriu que minha mãe me levasse ao endocrinologista. Na época pensava-se "qual a relação de uma coisa e outra?" mas seja lá quem foi que deu esta sugestão, estava certo.

O médico muito experiente, detectou no exame físico que eu era portadora de deficiência da glândula tireóide, mas os exames de sangue não apontavam nada. Persistimos em outros tipos de exame, mais caros e detalhados, e houve a confirmação: hipotireoidismo.

O hipotireoidismo é um dos tipos de disfunção da glândula tireóide que existe, e é um dos mais graves. Neste caso, é como se a glândula não existisse no corpo, ela não funciona. E por isso é necessário tomar medicação por toda a vida, que fará aquilo que a glândula deveria fazer.

Quando o hipotireodismo atinge o auge de sua deficiência, agride o corpo de diversas formas, e uma delas é a queda de cabelo e pêlos do corpo. Existem outras como gerar cistos e até nódulos no pescoço (que podem ocasionar câncer), olhos saltados, rosto e lábios inchados, obesidade (mesmo quando é tratada), etc.

Hoje é possível identificar se as crianças possuem deficiência na glândula tireóide através do exame do pézinho, mas há 26 anos quando eu nasci, este exame ainda não existia e os médicos pouco conheciam as consequencias da disfunção de tireóide não tratada.


Depois de um ano de tratamento via oral, e aplicações de medicamento no couro cabeludo (injeção na cabeça não dói muito, só dá aflição de sentir o medicamento correr nas veias), meu cabelo voltou a crescer e as sombrancelhas também (graças a Deus não precisei de aplicação nessa região).

Aos 7 anos e meio, eu tirei o chapéu e boné pela primeira vez desde os 5, e meus dentes nasceram nesta época. Eu me lembro de estar caminhando na rua ao lado de minha mãe, e ela dizendo: "pode tirar o boné filha, não tem mais nada para esconder". E eu com medo de que não fosse verdade, apalpei toda minha cabeça para ter certeza de que não havia mais nenhum cantinho sem cabelos.

Daí em diante, eu precisei re-aprender a pentear os cabelos, e minha mãe vivia me dando bronca por causa das buchas que tinha que desembaraçar!

Meu avô paterno às vezes ainda pergunta se meus cabelos caíram novamente... E com prazer eu respondo: "Não vovô. Meus cabelos nunca mais caíram, estão firmes e fortes, e ganhando elogios!".


domingo, 20 de setembro de 2009

Uma carta para mim...


Volto no tempo e encontro uma criança de 5 anos e meio, sentada num quarto com duas camas de solteiro. É um quarto de meninas dá para perceber: bonecas, panelinhas, colchas nas camas feitas de crochê - e no canto sentadinha no chão a garotinha magra, comprida, com um lenço de cor vinho e estampas negras amarrado na cabeça, somente por uma ponta deixando todo o cumprimento do pano cair sobre as costas.

Aquela menininha, careca, retraída e falando sozinha - ou melhor: com seus amigos imaginários, se chama Raquel Cecília. Reconheço a pinta acima dos lábios no lado direito do rosto, reconheço a falta de todos os dentes superiores bem na frente da arcada, reconheço aquela criança branca e pálida, usando a imaginação para se sentir completa e reconfortada. O lenço para ela, são seus cabelos perdidos, e o quarto é um lugar longe dali em outra realidade.

A casinha de 2 cômodos transformados em 3 com uma divisória para separar a sala da cama de casal, a cozinha que não tinha armário mas sim prateleiras na parede, e no quintal pequeno o corrimão da escada que levava para a rua, era feito de escorregador quando havia ânimo para brincar.



Eu me aproximo da garotinha absorta em sua imaginação, em seu auto-afago, me abaixo de forma a olhar em seus olhos castanhos claros - reparo que já não havia mais sobrancelhas também - e lhe entrego a carta, dizendo que está tudo bem, eu só era mais uma amiga que veio lhe contar uma história de força, coragem e superação. Logo, logo ela aprenderia a ler, e então poderia compreender o segredo que aquela carta lhe revelaria.

A garotinha pega a carta, um pouco assustada pois suas amizades especiais, que ninguém além dela conseguia enxergar, nunca pareceram tão reais.

Pouco tempo se passa, e a vida da garotinha começa a passar por uma revira-volta, e quando ela aprende a ler, percebe que parte do que a carta lhe conta já havia acontecido, mas ainda tinha muito por vir.

Fica contente em saber que seus cabelos nascerão novamente, que terá sobrancelhas e os dentes logo crescerão de novo, assim ela não será mais humilhada nem agredida na escola.

Ela entende, que a separação dos pais que aconteceu há poucos meses, foi melhor para eles, e como ela os ama: prefere que seja assim.

Ela compreende que por mais dura que a vida seja, sempre haverão mudanças que serão boas para nós, e que aprendemos a cada passo a perdoar, esquecer, e a pedir perdão.

E o que a garotinha gosta de saber: que no futuro, terá amigos que são de carne e osso, e que seu sonho de ter um gatinho não só se tornará realidade, como virá em dobro.

A garotinha guarda a carta com carinho, aonde ninguém encontrará, deita sua cabeça no travesseiro depois de um dia inteiro de tarefas, estudos e nenhuma diversão, devido ao modo de criação de seu "novo pai", pensando:

"Quando eu for adulta, minha mãe e meu pai ainda estarão vivos, e eu terei irmãos caçulas que amarei mais que a mim mesma. Como eu serei afortunada e feliz!"

Todos nós temos de viver determinadas situações, superar obstáculos, conhecer e perder pessoas ao longo de nossa trajetória. Faz parte da lei da vida, faz parte dos planos de Deus e da evolução do espírito.

Apesar de ter tido uma vida dura, uma infância quase nula, não mudaria nada mas aprenderia o máximo que pudesse, como tento fazer hoje.

Com 26 anos, já vivi muitas coisas, já me diverti e chorei, me apaixonei e me desiludi, admirei pessoas e me desapontei com elas... E o mais importante: aprendi a valoriza-las.

Mesmo assim, fico imaginando: o que me aguarda pela frente?

O que a Raquel de 50 anos de idade, me contaria em sua carta hoje?



Este post faz parte da blogagem coletiva promovida pela Elaine, em comemoração ao aniversário de seu blog "Um Pouco de Mim".


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Um pouco de... Um pouco não! Muitas! Muitas Felicidades!

Parabéns para você, nesta data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida!


Amanhã a Elaine, dona do blog "Um Pouco de Mim", faz aniversário!

Uma pessoa muito amável, atenciosa, amante da vida, protetora dos animais, solidária e humilde... Mulher! Mulher nas palavras, nos pensamentos e idéias!

Você já conhece o blog de contos escritos por ela? É o "Conto Vidas", corre lá! São tocantes demais!

A Elaine foi a primeira pessoa que me respondeu um email, falando sobre como usar e fazer um blog, ela até me animou em momentos tristes... E ela nem me conhece!

Então, quero deixar aqui minha pequena homenagem a ela, desejando muitos anos de vida, cheios de saúde, paz, amor, alegrias, conquistas e realizações!

Elaine: siga em frente com a mesma humildade e garra que transmite para seus leitores, com essa fé e amor ao próximo. Que Deus abençoe e ilumine todos os seus dias!

Um grande abraço!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Quando vejo o mundo...


Eu quero paz
Quero alimento para alma
Quero enterrar este sentimento que nos cala

A condolência à morte
Daqueles entregues à sorte

Acender a chama da fé
Entender o poder que ela tem
E a mente do homem também

Eu quero amor
Menos rancor

Quero esperança
E quem me dera... Abonança.

Apagar o fogo da guerra
Extinguir a fome da Terra

Espalhar carinho e calor
Nos lugares onde há só dor

Eu quero acreditar
Eu quero pensar
Que um dia...
Mesmo que eu não mais esteja aqui
O mundo será um outro lugar
Totalmente diferente do que vi.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Blogagem Coletiva: Dormir e acordar em outro lugar... Lembranças.


Não, não é nada disso que você deve estar pensando!

Até hoje, não bebi tanto que chegasse a esquecer de onde eu passei a noite, e vou me esforçar para que não aconteça!

Mas eu tenho lembranças boas, gostosas mesmo, da minha infância lá atrás... Antes de os meus pais se separarem.


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Depois do alarde...


Aqui em São Paulo (não sei se foi em todo lugar) as férias escolares foram prolongadas por uma semana, devido o surto da gripe A (H1N1), o que eu compreendo completamente, já que meu marido me deu um baita susto quando apresentou quase todos os sintomas.

Então, no dia 17/08/09, voltaram às aulas as crianças, adolescentes e adultos, o que incluía essa que vos fala.

Hora do intervalo, vou eu ao banheiro das meninas, e de dois dispensers de sabonete para lavar as mãos, apenas um tinha produto. E assim foi durante os 5 dias restantes de aula. Ok... Nada de mais.

Mas na última segunda feira, 25/08, eu desacreditei: nenhum sabonete no banheiro, o que para mim já é péssimo, sem contar que eu acho um absurdo uma faculdade que recebe tanto dinheiro, deixar os banheiros sem atenção.

Quando saí em direção as escadas de saída, encontro um dispenser de ácool em gel, com uma placa dizendo: "para assepcia das mãos". Adivinha? Nem uma gota... Nem cheiro, para ser bem sincera!

Nessa hora eu fiquei revoltada!

Primeiro porque eu fiquei me sentindo péssima por não lavar minhas mãos com sabão depois de usar o banheiro. E depois porque pensei: de que adianta atrasar as aulas, dar um trabalho danado pros professores e alunos em recuperar o tempo perdido, se é para voltar as aulas e fazer essa palhaçada de não fornecer um simples sabonete para os alunos, que pagam no mínimo R$ 300,00 por mês???

Impressionante, e revoltante!

Daí, vai procurar um funcionário da equipe de limpeza, algum segurança (não vejo nenhum desde o início das aulas) ou alguém para avisar que o banheiro não tem sabonete para lavar as mãos?

Ninguém! Nem uma só pessoa!

O jeito é mesmo andar sempre com um alcool em gel na bolsa (neste dia esqueci em casa) para se garantir.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Dormir aqui, e acordar em outro lugar... Lembranças.


Não, não é nada disso que você deve estar pensando!

Até hoje, não bebi tanto que chegasse a esquecer de onde eu passei a noite, e vou me esforçar para que não aconteça!

Mas eu tenho lembranças boas, gostosas mesmo, da minha infância lá atrás... Antes de os meus pais se separarem.

Como muitas meninas, eu era maluca pelo meu pai, vivia grudada nele quando ele estava em casa, e sóbrio... Eu bem que queria ficar ali ao lado da cama, enquanto ele deitado, colocava a bebedeira de uma noite inteira para fora, mas minha mãe sabiamente não me deixava.

E as coisas foram assim... Acontecendo, até que eu não tinha mais meu pai por perto. Ele tinha ido embora.

O que tem a ver com o título?

Aaahhh... Uma das lembranças mais gostosas que tenho, é de ser carregada nos braços dele, me levando para cama quando eu adormecia no sofá.

Desde que me entendo por gente tenho insônia, e sempre usei a TV como recurso para me ajudar a dormir.

E em muitas vezes, eu só ficava ali, achando que conseguiria ficar acordada até a hora de ele chegar.

Então, quando eu acordava na manhã seguinte, deitada na minha cama, eu sabia que aquele calor protetor, os braços fortes me embalando, não tinham sido apenas o sonho que me enredou noite afora... Eu sabia que meu pai estivera ali para mim, mesmo com todos seus defeitos, ele ainda lembrava se importava em me colocar para dormir.

Hoje, depois de 21 anos que meus pais se separaram, o vício ainda está lá, e a segunda esposa é quem tem que aturar.

Eu, continuo sendo aquela garotinha, lá dentro, bem no fundo, que admira e ama seu pai... Apesar de seus defeitos, porque ele nunca deixou de se importar.

E você? Já acordou num lugar diferente de onde dormiu?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mente saudosa... Coração culpado... Imaginação buscando, onde estará?


Ai céus! Como conter a mente de visitar os tempos remotos de outrora?

Ah, como é frustrante! Relembrar momentos que não fazem parte desta vida, não vive neste mesmo instante.

Coração bate forte ao pensar no que passou...

Mente cria culpa de pensar que não se é fiel ao presente, ao agora, ao que ficou.

Imagens na pupila que não estão lá... Só imaginação.

Como evitar, que o coração vagueie no passado buscando gestos, palavras, cenas, de tudo aquilo que um dia acabou?

Ai, quem me dera! Ter a fórmula mágica de fazer tudo em mim não sentir saudades!

Palavra única... Sem igual... Em nenhum outro idioma se pode traduzir essa peça que nossa mente e coração unem-se para nos pregar.

Cheiros convidam... Músicas embalam... O presente cria o cenário, a situação...

Tudo perfeito para que o passado bata à porta num canto escondido, onde tudo deveria ficar trancado, esquecido.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Uma Carta de Amor... A quem ama.


Amor, amor...

Amor de mãe, amor de filho, amor de pai, amor de irmão, amor de amigo.

Amor pela arte, amor pela causa, amor próprio, amor pela vida, amor por amar.

Amor que se escreve, amor que se sente, amor que se canta, amor que não se compreende.

Amor que sufoca, amor que não sobrevive, amor que alimenta, amor que dói, amor que vive a vida inteira.

Amor que é só amor, amor que é paixão, amor que é carinho, amor que é dedicação, amor que é ilusão.

Amor que está em nós, amor que esteve em nós, amor que está no outro, amor que não quis o outro.

Amor... Love... Amore... Amour... Quem tem coração que não se emende.

E você? Tem amor de quê? Por o quê?

Dia dos Pais... Um pouquinho atrasada


Ontem foi dia dos pais, e eu não pude postar porque estava de cama.

Pior ainda, não pude visitar meu pai, o que me deixou muito chateada porque além de ser dia dos pais, na sexta foi seu aniversário.

Hoje, decidi fazer um post simples dedicado aos pais, e ao meu pai.

Eu sou filha de pais separados desde os 6 anos de idade, mas mesmo tendo sido criada pelo meu padrasto e minha mãe, sempre tive contato com meu pai e sou apaixonada por ele.

Ele é o primeiro homem da minha vida, para quem eu aprendi a dizer "EU TE AMO" sempre que me dá vontade, porque ele sempre me diz também.

Apesar de não crescer na companhia constante dele, sempre admirei muitas coisas nele, e acho que por ser como um ídolo para mim, eu sempre gostei das mesmas coisas que ele: Elvis Presley, Fábio Júnior, violão, música, canto, teatro... Ele foi minha inspiração!

E sempre tive uma imagem dele na minha mente que criei ainda criança, que é acompanhada de uma música de fundo nos meus pensamentos, essa música sempre me lembra ele, sempre me faz chorar e sempre, sempre, será a tradução do que eu sinto como filha e vejo o meu pai.

O Dia dos Pais para mim, se resume a esta letra do Fábio Júnior, e dedico a todos os pais carinhosos, presentes e amorosos, que não abandonaram seus filhos nem mesmo por causa da separação ou divórcio, que lutaram por eles e viveram por eles, perto ou longe:

"Pai,
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai,
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai,
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai,
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai,
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai,
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai,
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...

Pai,
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz!

Pai! Paz!"
(Letra: Fábio Júnior)

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